GIMP

O GIMP é um editor de imagens gratuito desde 1996 e ainda cumpre o papel — mas a curva de aprendizado impede a maioria de chegar a algo útil. O modo de janela única só chegou na versão 2.8, os modos de mesclagem de camadas usam nomes fora do padrão que não batem com o Photoshop, e o painel de opções de ferramentas reinicia de formas que parecem arbitrárias. Se você passou mais tempo brigando com a interface do que editando fotos, não está sozinho.

Este artigo reúne as melhores alternativas ao GIMP para desktop em 2026: Windows, macOS e Linux. Avaliamos profundidade de edição, suporte a RAW, ecossistemas de plugins, desempenho em Apple Silicon e preços. Seja você fotógrafo processando centenas de arquivos RAW, artista digital criando ilustrações detalhadas ou alguém que só precisa redimensionar e retocar com rapidez, há uma ferramenta melhor aqui.


Comparação rápida

AppIdeal paraOpção gratuitaPreço inicial pagoSuporte RAW
Adobe PhotoshopRetoque e composição profissionalNão (teste de 7 dias)Assinatura mensalSim (Camera Raw)
Affinity PhotoTrabalho no nível do Photoshop sem assinaturaNão (teste disponível)Pagamento únicoSim (integrado)
KritaPintura digital e ilustraçãoSim (totalmente grátis)GrátisLimitado
PhotopeaEdição PSD no navegador em qualquer lugarSim (com anúncios)Assinatura opcionalSim
Pixelmator ProEdição nativa rápida no macOSNão (teste disponível)Compra única ou assinaturaSim
Paint.NETEdições rápidas no WindowsSim (totalmente grátis)GrátisNão (plugins adicionam)
DarktableFluxo RAW não destrutivoSim (totalmente grátis)GrátisSim (recurso central)

Por que as pessoas deixam o GIMP

A interface não segue as convenções do setor. Photoshop, Affinity e até ferramentas gratuitas como o Krita usam layouts de painel de camadas e atalhos de teclado que a maioria dos designers já conhece. O GIMP chama as mesmas operações por nomes diferentes, guarda configurações em lugares inesperados e exige um plugin (Script-Fu) para automações básicas que outras ferramentas expõem em um menu. Nos fóruns r/linux e r/GIMP do Reddit, usuários relatam que alternar entre o GIMP e qualquer outro editor significa reaprender a memória muscular básica.

Sem modo CMYK. Quem prepara arquivos para impressão não consegue trabalhar nativamente em CMYK dentro do GIMP. O plugin Separate+ existe, mas é um contorno, não uma implementação adequada. Qualquer pessoa com fluxo de impressão comercial esbarra nesse limite logo.

O tratamento de texto frustra. Texto em parágrafo, deslocamento de linha de base, kerning e texto em caminho se comportam de forma inconsistente. Um layout simples em várias colunas que leva 90 segundos no Photoshop pode levar dez minutos no GIMP.

Desempenho em arquivos grandes. A arquitetura em blocos do GIMP gerencia memória de forma conservadora, então abrir um PSD de 200 MB ou trabalhar com telas grandes pode parecer lento mesmo em hardware moderno. O GIMP 3.0 melhorou a aceleração por GPU, mas a diferença em relação a concorrentes nativos ainda é perceptível.

Sem build nativa para Apple Silicon (GIMP 2.x). O GIMP 2.10 roda sob Rosetta em Macs com Apple Silicon. O GIMP 3.0 trouxe build ARM nativa, mas muitos usuários ainda estão em sistemas antigos em que isso importava.


As 7 melhores alternativas ao GIMP para desktop

Adobe Photoshop — o melhor para retoque e composição profissional

O Adobe Photoshop é o referencial do setor. A pilha de edição não destrutiva (objetos inteligentes, camadas de ajuste, filtro Camera Raw), o preenchimento generativo com Adobe Firefly e os filtros neurais cobrem casos de retoque que nenhuma outra ferramenta iguala na mesma profundidade. Todo banco de imagens, tutorial e fluxo profissional cita o Photoshop, o que significa que encontrar resposta para qualquer dúvida leva segundos.

A interface do Photoshop roda nativamente no Apple Silicon e lida com arquivos em camadas de vários gigabytes sem a lentidão do GIMP. Comps de camada, ações em lote e a API de script aceleram trabalho repetitivo. O Adobe Camera Raw suporta milhares de perfis de câmera e é atualizado poucos dias após o lançamento de um modelo novo.

Onde falha: Exige assinatura mensal — não há licença perpétua. A assinatura agrupa o Photography Plan com o Lightroom, bom custo-benefício se você usa os dois, mas impõe custo recorrente mesmo para uso ocasional. Os recursos de IA também exigem conexão de rede, o que pode ser problema offline.

Preços:

Download: adobe.com/photoshop (Windows, macOS)

Resumo: Escolha o Photoshop se trabalha profissionalmente ou troca arquivos em camadas com clientes e estúdios; pule se precisa de algo gratuito ou sem assinatura.


Affinity Photo — a melhor alternativa ao Photoshop com pagamento único

O Affinity Photo da Serif é o substituto do Photoshop mais completo que você pode comprar sem assinatura. A versão 2 trouxe barra de ferramentas revisada, liquify ao vivo, nova ferramenta de mesclagem HDR e uma persona de desenvolvimento RAW mais refinada que lida com arquivos de câmeras Canon, Sony, Nikon e Fujifilm com boa precisão de cor. O app roda nativamente no Apple Silicon e no Windows via x64 ou ARM.

O sistema de personas separa modos de edição (Photo, Develop, Liquify, Tone Mapping, Export) em espaços de trabalho dedicados, o que mantém a interface focada. O Affinity Photo lê e grava PSD, PDF e TIFF nativamente. Não suporta o formato XCF do GIMP, mas importa PSDs em camadas de forma limpa, a rota de migração mais útil para a maioria que vem de outro software.

Onde falha: Sem assinatura não há sincronização em nuvem nem acesso de qualquer lugar como o Adobe CC. O ecossistema de plugins é menor que o do Photoshop. O Affinity Photo não suporta Camera Raw diretamente — usa a própria persona Develop, que cobre a maioria das câmeras mas pode ficar atrás do Photoshop em corpos recém-lançados.

Preços:

Download: affinity.serif.com (Windows, macOS; versão iPad vendida separadamente)

Resumo: Escolha o Affinity Photo se precisa de capacidade quase Photoshop sem taxa recorrente; pule se o orçamento é realmente zero.


Krita — a melhor ferramenta gratuita de código aberto para pintura digital

O Krita é um aplicativo gratuito e de código aberto mantido pela comunidade KDE e apoiado pela Krita Foundation. Ele foca pintores e ilustradores digitais, não editores de foto: motores de pincel, rotação da tela, ferramentas de simetria, quadros de animação e gerenciador de recursos extenso para pincéis e texturas o diferenciam de qualquer outra ferramenta gratuita. O Krita 5.2 roda nativamente no macOS com Apple Silicon e está disponível para Windows, Linux e Android (apenas a versão desktop, tratada aqui).

O sistema de camadas é completo — camadas de pintura, vetoriais, de preenchimento, de grupo, de filtro e de clone se comportam de forma previsível. O Krita lida bem com telas grandes e suporta profundidade de cor de 16 e 32 bits, importante para ilustração profissional. O desempenho do pincel é genuinamente bom mesmo sem GPU dedicada.

Onde falha: O Krita não é um editor de fotos no sentido tradicional. O suporte a RAW é limitado (lê RAW via biblioteca dcraw, mas não oferece fluxo de revelação não destrutivo). O tratamento de texto é básico. Se você precisa retocar fotografias em vez de pintar do zero, outra ferramenta desta lista serve melhor.

Preços:

Download: krita.org (Windows, macOS, Linux)

Resumo: Escolha o Krita se desenha, ilustra ou pinta; procure outra opção se a tarefa principal é retoque fotográfico.


Photopea — o melhor editor baseado no navegador

O Photopea roda inteiramente em um navegador, sem instalação. Lê e grava PSD, XCF, Sketch e PDF e replica o painel de camadas do Photoshop com fidelidade suficiente para quem conhece as ferramentas da Adobe abrir um arquivo e começar em minutos. Por rodar no navegador, funciona em qualquer sistema operacional, inclusive Chromebooks e máquinas de trabalho restritas onde não dá para instalar software.

O Photopea suporta arquivos RAW, objetos inteligentes, estilos de camada, camadas de ajuste e a maioria dos modos de mesclagem do Photoshop. A versão gratuita exibe anúncios. Uma assinatura opcional os remove e adiciona armazenamento em nuvem. O desenvolvedor atualiza a ferramenta com regularidade — nos últimos anos acompanhou recursos do Photoshop com rapidez.

Onde falha: O desempenho no navegador é mais lento que um app nativo para arquivos grandes em camadas. Exige conexão ativa à internet para funcionalidade completa. Filtros complexos e telas grandes podem estourar a memória do navegador, especialmente em máquinas com menos de 8 GB de RAM.

Preços:

Download: photopea.com (qualquer navegador moderno)

Resumo: Escolha o Photopea se precisa editar PSDs em uma máquina onde não pode instalar software; também serve como ferramenta leve do dia a dia para retoques simples.


Pixelmator Pro — o melhor para usuários de Mac

O Pixelmator Pro é um editor de imagens só para macOS, construído inteiramente nos frameworks da Apple: Core Image, Metal e Core ML. Isso significa desempenho excelente no Apple Silicon — ele costuma ser mais rápido que o Photoshop em operações comuns como correção, carimbo de clonagem e aplicação de filtros em hardware M. As ferramentas de aprendizado de máquina (ML Enhance, ML Super Resolution, Smart Selection) funcionam melhor que em apps antigos porque usam o Neural Engine.

O Pixelmator Pro lida com RAW de centenas de câmeras, suporta edição não destrutiva com camadas de ajuste e lê PSD com precisão. A interface é limpa e nativa do macOS, natural ao lado do Finder e Fotos. A versão 3.6 adicionou ferramenta de texto redesenhada e melhor suporte a PDF.

Onde falha: Só macOS — não há versão para Windows ou Linux. Se trabalha em várias plataformas, não é sua ferramenta. A compatibilidade com PSD é boa, mas não perfeita nos arquivos em camadas mais complexos. O Pixelmator Pro também não suporta saída CMYK.

Preços:

Download: pixelmator.com (somente macOS, disponível na Mac App Store)

Resumo: Escolha o Pixelmator Pro se está em um Mac com Apple Silicon e quer a experiência de edição nativa mais rápida; pule se usa Windows ou Linux.


Paint.NET — a melhor opção leve para Windows

O Paint.NET começou como projeto de estudante e virou o editor de imagens gratuito mais usado no Windows. Abre rápido, é simples de navegar e cobre o que a maioria precisa: redimensionar, recortar, correção de cor, retoque básico e composição em camadas. A biblioteca de plugins (fórum do Paint.NET e navegador integrado na versão 5) amplia bastante as capacidades — inclusive suporte a RAW via plugin DNG Lab e filtros extras.

O Paint.NET versão 5 migrou para .NET 7 e trouxe renderização acelerada por GPU, o que deixa operações como zoom e atualização da tela mais ágeis que nas versões anteriores. A interface é deliberadamente mínima. Sem personas, sem espaços de trabalho, sem caixas modais para cada ajuste — tudo fica em painéis simples.

Onde falha: Só Windows. O sistema de camadas é funcional, mas limitado em relação ao Photoshop, Affinity ou Krita — sem camadas de ajuste, objetos inteligentes ou camadas vetoriais. Não serve para composição complexa. A instalação de plugins é manual, não dentro do app.

Preços:

Download: getpaint.net (somente Windows)

Resumo: Escolha o Paint.NET se está no Windows, não precisa de recursos profissionais e quer algo que abre e funciona sem curva de aprendizado.


Darktable — o melhor fluxo RAW gratuito de código aberto

O Darktable é um gerenciador de fotos e processador RAW gratuito e de código aberto para Windows, macOS e Linux. É a alternativa de código aberto mais direta ao Adobe Lightroom, não ao Photoshop, mas entra nesta lista porque muitos fotógrafos usam o GIMP como pipeline RAW para exportação e o Darktable faz esse trabalho melhor. O pipeline de processamento scene-referred, o módulo filmic RGB e o de calibração de cor produzem resultados precisos com RAW de quase qualquer câmera.

O Darktable 4.8 (versão estável atual no início de 2026) trouxe melhorias importantes de desempenho no Apple Silicon, melhor descarga para GPU e integração simplificada com grupos de módulos guiados por presets que escondem controles avançados até você precisar. O módulo de biblioteca lida com coleções de milhares de imagens sem travar em hardware moderno.

Onde falha: A curva de aprendizado é íngreme. O pipeline por módulos exige entender como cada etapa afeta a imagem, e a documentação, embora extensa, é densa. O Darktable não faz retoque em nível de pixel como Photoshop ou Affinity Photo — para composição, clonagem ou correção, você exportaria para um editor de pixel. Também não abre PSD nativamente.

Preços:

Download: darktable.org (Windows, macOS, Linux)

Resumo: Escolha o Darktable se fotografa em RAW e quer fluxo não destrutivo com gestão de cor sem pagar pelo Lightroom; pule se precisa de ferramentas de edição em nível de pixel.


Como escolher

Escolha o Adobe Photoshop se troca arquivos com clientes ou estúdios que usam Creative Cloud, ou se depende de plugins de terceiros (Nik Collection, Topaz etc.) que só têm integração com o Photoshop. O custo da assinatura é o preço de ficar nesse ecossistema.

Escolha o Affinity Photo se quer capacidade no nível do Photoshop e está disposto a pagar uma vez em vez de todo mês. Ele cobre a grande maioria do que usuários do Photoshop realmente fazem, e o preço único costuma ser menor que um único mês do Adobe Photography Plan.

Escolha o Krita se desenha ou pinta digitalmente e precisa de uma ferramenta feita para esse fluxo. É grátis, desenvolvido ativamente e melhor que muitos apps pagos em tarefas específicas de ilustração, como motores de pincel e animação.

Escolha o Photopea se precisa editar PSDs em máquina restrita, Chromebook ou simplesmente não quer instalar nada. O nível gratuito basta para a maioria das tarefas de edição.

Escolha o Pixelmator Pro se está em um Mac com Apple Silicon e valoriza velocidade pura. É o editor de imagens mais rápido em hardware M, a interface é genuinamente boa e o preço de compra única é razoável.

Escolha o Paint.NET se está no Windows, sua edição é sobretudo básica (recorte, redimensionar, retoque, composição rápida) e quer um app que abre em menos de dois segundos e não atrapalha.

Escolha o Darktable se o fluxo principal é processamento de fotos RAW, não composição. Se usa o GIMP principalmente para abrir RAW e fazer ajustes básicos, o Darktable substitui todo esse fluxo melhor que qualquer outra ferramenta gratuita.

Fique no GIMP se já montou automação Script-Fu ou pipelines de processamento em lote que levariam muito tempo para reconstruir, ou se trabalha só no Linux e precisa de um editor de pixel maduro e bem empacotado nos repositórios da sua distribuição.


Perguntas frequentes

O Affinity Photo é melhor que o GIMP? Para a maioria dos usuários, sim. O Affinity Photo tem interface mais consistente, melhor compatibilidade com PSD, fluxo de revelação RAW não destrutivo e desempenho mais ágil em hardware moderno. A troca é que custa dinheiro e o GIMP não. Se o orçamento é o limite, Krita ou Photopea são as alternativas gratuitas que mais se aproximam da usabilidade do Affinity Photo.

Posso abrir arquivos XCF do GIMP em outros editores? A maioria das alternativas ao GIMP não lê XCF nativamente. O Krita pode importar XCF, o que o torna o caminho de migração mais fácil se você tem biblioteca de projetos no GIMP. Para outras ferramentas, exporte seus arquivos do GIMP para PSD ou TIFF antes de mudar — ambos os formatos carregam dados de camada que Photoshop, Affinity Photo, Photopea e Pixelmator Pro conseguem ler.

Qual é a melhor alternativa gratuita ao GIMP para Windows? O Paint.NET é a melhor escolha para edição direta — rápido, simples e feito para Windows. O Krita é melhor se você faz ilustração ou pintura. O Photopea vale a pena se precisa trabalhar com PSD e não quer instalar nada.

Alguma ferramenta gratuita substitui o Adobe Lightroom para fotos RAW? O Darktable é o substituto gratuito mais próximo do fluxo RAW não destrutivo, gestão de cor e organização de biblioteca do Lightroom. Roda no Windows, macOS e Linux. A curva de aprendizado é mais íngreme que a do Lightroom, mas a qualidade de saída do pipeline scene-referred compete com processadores RAW comerciais.

Algum desses apps funciona no Linux? Krita, Darktable, Photopea (via navegador) e o próprio GIMP rodam nativamente no Linux. Paint.NET e Pixelmator Pro não. O Adobe Photoshop não tem versão nativa para Linux, embora possa rodar com Wine com limitações. O Affinity Photo não suporta Linux oficialmente. Para edição de pixel no Linux, o Krita é a opção nativa mais forte.

Qual é a alternativa ao Photoshop mais barata que aguenta trabalho profissional? O Affinity Photo é a resposta padrão: um único pagamento cobre quase tudo que a maioria dos profissionais precisa, incluindo desenvolvimento RAW, estilos de camada, exportação TIFF e ida e volta com PSD. Se o pagamento único ainda for alto demais, o nível gratuito do Photopea cobre uma quantidade surpreendente de trabalho em nível profissional sem custo.